O que vos move são os milhões, nós junta-mos os tostões. Não sabem o que são corações… Querem ganhar sem saber amar, ao perder só nos fazem é sofrer. Deviam conhecer o outro lado para aprender… aprender não a dar toques na bola ou a rematar a longa distância. Deviam aprender a maior das qualidades, daquelas que não se aprendem nos treinos. É algo que nasce connosco. O saber gritar, bater palmas, apoiar, saber vestir a camisola. Falta-vos isso, e ainda dizem vocês que jogar a bola é a vossa vida?!
Interests
Só não gosto do vermelho. Detesto, mas detesto mesmo, visceralmente, o sangue que não consigo dominar. Trocar o Polga pelo Luisão? O Daniel Carriço pelo David Luiz? O Abel pelo Maxi Pereira? O César Peixoto pelo Caneira? O Saviola pelo Izmailov? Nem pensar!
Sou assim. Nunca irei mudar. Os benfiquistas que me perdoem.- Eduardo Barroso
Academia. Adrien Silva. Arshavin. Bosingwa. Daniel Filipe Martins Carriço. Dias Ferreira. Futebol. João Benedito. Paulo Bento. Sá Pinto. Vitor Damas. 1 de Julho de 1906.
"O Sporting termina o Regional em terceiro lugar, atrás do Benfica, mas não disputa todos os jogos. A 18 de Julho, os leões recusam-se a jogar com os encarnados, alegando que estes não são dignos de pisar as suas instalações!!" - Ano 1910
Tenho recebido muitas cartas e emails a criticarem-me por dar demasiada atenção ao Benfica. «Você (às vezes sou referido mais cruamente) não gosta do Benfica e está sempre a dizer mal do clube.» É verdade. Têm toda a razão. Detesto o Benfica. Detesto o encarnado. Quero que percam sempre, adoraria que não ganhassem este campeonato até porque isso representaria a quase falência. Tenho imensos amigos «de luxo» que são do Benfica. Não misturo as coisas, adoro-os como amigos, não posso prescindir da sua companhia e da sua amizade, mas detesto o clube que eles adoram. Nunca tive um problema com qualquer dos meus amigos benfiquistas. De resto, muitos deles também detestam o Sporting e eu acho isso bem. Um bom sportinguista, um genuíno sportinguista desde o berço, não gosta de vermelho. Não tenho camisas vermelhas, não uso uma gravata encarnada, e como bom cirurgião detesto sangue. A maior ambição de qualquer cirurgião é fazer uma intervenção cirúrgica sem perda de sangue. Mal um pequeno vaso sanguíneo é cortado, temos milhares de opções para o fazer estancar. Chegar ao fim de um transplante hepático e o anestesista dizer que não foi necessário transfundir o doente é o êxtase de uma equipa cirúrgica. Como não gosto nada do Benfica, acho sempre que ganharam com pouco mérito. Como detesto o clube acho sempre que os seus jogadores são medianos ou mesmo maus e não têm nenhum fora de série. Claro que para julgar alguns jogadores da equipa encarnada sou ajudado pela sua real falta de classe. Por isso penso que o Di María é um bom jogador de futsal. Que só uma imprensa parcial e com óculos vermelhos (a propósito disso costumo dizer que a diferença entre um jornalista e um cirurgião é que o jornalista gosta MESMO de sangue) acredita que algum clube do mundo vai dar 40 milhões de euros pela sua transferência. Por isso também penso que Aimar é outra reinvenção dos media. Não o trocaria pelo Matías Fernández e muito menos pelo Miguel Veloso. Javi García passou de terceira opção do Real Madrid para a titularidade no Benfica. Outra invenção da nossa imprensa que não quer ver que João Moutinho, mesmo com meio palmo menos de altura é muito melhor jogador. David Luiz é um defesa central banal e muito faltoso. Nenhuma equipa de topo a nível mundial quereria nos seus quadros um central que oferecesse duas ou três faltas perigosas por jogo. Com os nossos árbitros ele pode continuar a fazer grandes penalidades seguidas, que não sendo marcadas, disfarçam as suas limitações. Não troco Rui Patrício por nenhum dos três titulares da baliza do Benfica. E só não continuo a dizer que prefiro Liedson ao paraguaio que não é titular da selecção do Paraguai porque isso é óbvio. Carlos Carvalhal, tal como Paulo Bento, é muito melhor treinador de futebol do que Jesus. Bettencourt é um presidente que coloca Filipe Vieira na prateleira. Para mim, os jogos que definem o maravilhoso Benfica são os que realizou em Guimarães, em Leiria, em Braga e em Alvalade. Para já não falar na vitória muito ajudada com a Naval. O Benfica que me agrada é aquele que foi eliminado em pleno estádio da Luz por um Vitória de Guimarães que também merecia ter ganho o jogo do campeonato na sua terra. Dito isto, fica claro que para além de ser um sportinguista de alma e coração sou um anti-benfiquista militante. Os meus amigos, os meus grandes amigos benfiquistas aceitam-me como sou. Um adepto da não violência, incapaz de agredir seja quem for, reconhecendo a minha total incapacidade de ser imparcial e muito menos racional. Detestar o Benfica faz parte da minha condição de apaixonado do Sporting. Nunca vou mudar. A minha enfermeira chefe de unidade de transplantes é uma benfiquista convicta. Três dos mais importantes cirurgiões do meu serviço são benfiquistas de gema. A maioria dos meus doentes são adeptos dos maiores rivais do meu clube. Todos sabem o que penso dos clubes que eles adoram. Também eles não gostam do Sporting o que eu acho não só legítimo, como absolutamente natural. Eu também gosto muito deles. Só não gosto do vermelho. Detesto, mas detesto mesmo, visceralmente, o sangue que não consigo dominar. Trocar o Polga pelo Luisão? O Daniel Carriço pelo David Luiz? O Abel pelo Maxi Pereira? O César Peixoto pelo Caneira? O Saviola pelo Izmailov? Nem pensar! Sou assim. Nunca irei mudar. Os benfiquistas que me perdoem.